quinta-feira, 4 de abril de 2019

04/04/2019 Novas Práticas de Leitura e Escrita: Letramento na Cibercultura


Referência:

SOARES, Magda. Novas práticas de leitura e escrita: Letramento na cibercultura. Educ. Soc., vol.23, n.81, p.143-160, dez.2002.

Considerações:



Letrar “ação educativa de desenvolver o uso de práticas sociais de leitura e de escrita, para além do apenas ensinar a ler e a escrever, do alfabetizar”. “letramento: estado resultante da ação de letrar”.
Para a análise das tecnologias tipográficas e digitais de leitura e escrita de textos e hipertextos, são aqui considerados os dois elementos mais relevantes de diferenciação entre elas: o espaço de escrita e os mecanismos de produção, reprodução e difusão da escrita”. 

Espaço de escrita: “ O espaço de escrita condiciona, sobretudo, as relações entre escritor e leitor, entre escritor e texto, entre leitor e texto”.
“O texto no papel é escrito e é lido linearmente, sequencialmente – da esquerda para a direita, de cima para baixo, uma página após a outra; o texto na tela – o hipertexto – é escrito e é lido de forma multilinear, multisequencial, acionando-se links ou nós que vão trazendo telas numa multiplicidade de possibilidades, sem que haja uma ordem predefinida”. 
“a tela como espaço de escrita e de leitura traz não apenas novas formas de acesso à informação, mas também novos processos cognitivos, novas formas de conhecimento, novas maneiras de ler e de escrever, enfim, um novo letramento, isto é, um novo estado ou condição para aqueles que exercem práticas de escrita e de leitura na tela”.

LETRAMENTO DIGITAL:
O conceito de letramento, ao ser incorporado à TD, significa que, para além do domínio de "como" se utiliza essa tecnologia, é necessário se apropriar do "para quê" utilizar essa tecnologia. 
Por exemplo: ao fazer um curso sobre planilha eletrônica, editor de texto... aprende-se a dominar os códigos dessa linguagem, nos alfabetizamos nela. Mas somente ao incorporarmos essas habilidades em nosso dia-a-dia é que passarão a fazer sentido.
A compreensão que temos do letramento digital relaciona-se ao uso de tecnologias digitais de modo crítico e consciente a fim de fazer sentido do seu uso. 
O ato de ler “implica sempre percepção crítica, interpretação e ‘reescrita’ do lido” (FREIRE, 2003, p. 21); o leitor precisa apropriar-se do que leu, porque a “leitura é sempre apropriação, invenção, produção de significados” (CHARTIER, 1998, p. 77).
Na escola o letramento digital implica em oportunizar a utilização e apropriação das TD como instrumentos de leitura e escrita de forma relacionada às práticas educativas e considerando o contexto social do estudante. Uma possibilidade de considerar o letramento é a partir de três eixos: pesquisar, publicar e comunicar-se digitalmente. 

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