Referência:
SOARES, Magda. Novas práticas de leitura e escrita: Letramento na cibercultura. Educ. Soc., vol.23, n.81, p.143-160, dez.2002.
Considerações:
Letrar
“ação educativa de desenvolver
o uso de práticas sociais de leitura e de escrita,
para além do apenas ensinar a ler e a escrever,
do alfabetizar”.
“letramento: estado resultante da ação de letrar”.
Para a análise das tecnologias tipográficas e digitais de leitura e escrita
de textos e hipertextos,
são aqui considerados os dois elementos mais
relevantes de diferenciação entre elas:
o espaço de escrita e
os mecanismos de produção, reprodução e
difusão da escrita”.
Espaço de escrita: “ O espaço de escrita condiciona, sobretudo, as relações entre
escritor e leitor, entre escritor e texto, entre leitor e texto”.
“O texto no papel é escrito e é lido
linearmente, sequencialmente – da
esquerda para a direita, de cima para
baixo, uma página após a outra;
o texto na tela – o hipertexto – é escrito e
é lido de forma multilinear, multisequencial, acionando-se links ou nós
que vão trazendo telas numa
multiplicidade de possibilidades, sem
que haja uma ordem predefinida”.
“a tela como espaço de escrita e de leitura
traz não apenas novas formas de acesso à informação,
mas também novos processos cognitivos, novas formas de
conhecimento, novas maneiras de ler e de escrever, enfim,
um novo letramento, isto é, um novo estado ou condição
para aqueles que exercem práticas de escrita e de leitura na
tela”.
LETRAMENTO DIGITAL:
O conceito de letramento, ao ser incorporado
à TD, significa que, para além do domínio
de "como" se utiliza essa tecnologia, é
necessário se apropriar do "para quê" utilizar
essa tecnologia.
Por exemplo: ao fazer um curso sobre planilha
eletrônica, editor de texto... aprende-se a
dominar os códigos dessa linguagem, nos
alfabetizamos nela. Mas somente ao
incorporarmos essas habilidades em nosso
dia-a-dia é que passarão a fazer sentido.
A compreensão que temos do letramento
digital relaciona-se ao uso de tecnologias
digitais de modo crítico e consciente a fim de
fazer sentido do seu uso.
O ato de ler “implica sempre percepção crítica,
interpretação e ‘reescrita’ do lido” (FREIRE,
2003, p. 21); o leitor precisa apropriar-se do
que leu, porque a “leitura é sempre
apropriação, invenção, produção de
significados” (CHARTIER, 1998, p. 77).
Na escola o letramento digital implica em
oportunizar a utilização e apropriação das TD
como instrumentos de leitura e escrita de
forma relacionada às práticas educativas e
considerando o contexto social do estudante.
Uma possibilidade de considerar o letramento
é a partir de três eixos:
pesquisar,
publicar e
comunicar-se digitalmente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário