quinta-feira, 25 de abril de 2019

25/04/2019 Blogquest: uma das possibilidades de utilização dos blogs no processo de aprendizagem

Referência:


      BOEIRA, Adriana Ferreira. BOEIRA, Jocelâine Minella. SOARES, Eliana Maria do Sacramento. Blogquest: uma das possibilidades de utilização dos blogs no processo de aprendizagem. Disponível em http://www.br-ie.org/pub/index.php/sbie/article/view/1444 .Acesso em: 22 abr. 2019.

Considerações:


           O artigo trata da utilização de blogs na educação, especialmente o blogquest, que é uma versão do webquest. Traz uma discussão sobre os métodos de ensino aprendizagem e a inserção das tecnologias digitais na sala de aula.

        O blogquest serve para orientar as pesquisas dos estudantes, especialmente as que envolvem informações na internet, em que a quantidade de informação é enorme e os alunos podem facilmente se confundir. Ou seja, o objetivo é a aprendizagem através da pesquisa na internet de maneira prazerosa e significativa, sempre orientada pelo professor.


          A blogquest apresentada no artigo sugere a seguinte estrutura:


  • Início: corresponde a página inicial, dando as boas-vindas aos estudantes e situando o tema em que será abordada essa blogquest.
  • Desafios: tarefas guiadas pelo criador da blogquest, que desafiam os alunos a pesquisarem e realizarem as tarefas propostas. Os enunciados devem ser claros e bem explicados, a fim que o aluno não precise do professor para entender a proposta.
  • Processo: está intimamente ligado aos desafios, pois esclarece que os desafios serão desenvolvidos individualmente com o auxílio dos colegas.
  • Recurso: lista de links, vídeos, material a ser utilizado pelos alunos durante a realização dos desafios.
  • Avaliação: destacava importância do registro, no espaço destinado aos comentários, de sugestões e críticas sobre a blogquest utilizada pelos participantes. Além disso, o registro sobre as dificuldades para realizar os desafios propostos.
  • Conclusão: informações adicionais, conclusão do tema da webquest, o ponto comum em que todos devem chegar.
  • Créditos: Nome e contato dos criadores da blogquest.

         Como considerações finais a autoras dizem: "Ressalta-se a importância não só da inclusão, mas da discussão das possibilidades pedagógicas de utilização dos blogs na educação. Destaca-se que a utilização das blogquests é apenas uma das possibilidades do uso dos blogs na educação. Estes continuam sendo explorados por professores e estudantes de diferentes níveis de ensino. Em consequência disso, surgem e se consolidam novas possibilidades de exploração dos blogs no processo de aprendizagem."






quinta-feira, 4 de abril de 2019

04/04/2019 Novas Práticas de Leitura e Escrita: Letramento na Cibercultura


Referência:

SOARES, Magda. Novas práticas de leitura e escrita: Letramento na cibercultura. Educ. Soc., vol.23, n.81, p.143-160, dez.2002.

Considerações:



Letrar “ação educativa de desenvolver o uso de práticas sociais de leitura e de escrita, para além do apenas ensinar a ler e a escrever, do alfabetizar”. “letramento: estado resultante da ação de letrar”.
Para a análise das tecnologias tipográficas e digitais de leitura e escrita de textos e hipertextos, são aqui considerados os dois elementos mais relevantes de diferenciação entre elas: o espaço de escrita e os mecanismos de produção, reprodução e difusão da escrita”. 

Espaço de escrita: “ O espaço de escrita condiciona, sobretudo, as relações entre escritor e leitor, entre escritor e texto, entre leitor e texto”.
“O texto no papel é escrito e é lido linearmente, sequencialmente – da esquerda para a direita, de cima para baixo, uma página após a outra; o texto na tela – o hipertexto – é escrito e é lido de forma multilinear, multisequencial, acionando-se links ou nós que vão trazendo telas numa multiplicidade de possibilidades, sem que haja uma ordem predefinida”. 
“a tela como espaço de escrita e de leitura traz não apenas novas formas de acesso à informação, mas também novos processos cognitivos, novas formas de conhecimento, novas maneiras de ler e de escrever, enfim, um novo letramento, isto é, um novo estado ou condição para aqueles que exercem práticas de escrita e de leitura na tela”.

LETRAMENTO DIGITAL:
O conceito de letramento, ao ser incorporado à TD, significa que, para além do domínio de "como" se utiliza essa tecnologia, é necessário se apropriar do "para quê" utilizar essa tecnologia. 
Por exemplo: ao fazer um curso sobre planilha eletrônica, editor de texto... aprende-se a dominar os códigos dessa linguagem, nos alfabetizamos nela. Mas somente ao incorporarmos essas habilidades em nosso dia-a-dia é que passarão a fazer sentido.
A compreensão que temos do letramento digital relaciona-se ao uso de tecnologias digitais de modo crítico e consciente a fim de fazer sentido do seu uso. 
O ato de ler “implica sempre percepção crítica, interpretação e ‘reescrita’ do lido” (FREIRE, 2003, p. 21); o leitor precisa apropriar-se do que leu, porque a “leitura é sempre apropriação, invenção, produção de significados” (CHARTIER, 1998, p. 77).
Na escola o letramento digital implica em oportunizar a utilização e apropriação das TD como instrumentos de leitura e escrita de forma relacionada às práticas educativas e considerando o contexto social do estudante. Uma possibilidade de considerar o letramento é a partir de três eixos: pesquisar, publicar e comunicar-se digitalmente. 

quinta-feira, 28 de março de 2019

21 e 28/3 Nativos e Imigrantes Digitais

Referência:

PRENSKY, Marc. Nativos Digitais, Imigrantes Digitais. On the Horizon NCB  University Press, Vol.9 No 5, Out. 2001.

Considerações:


O crescente avanço tecnológico traz uma revolução não somente para o mundo em que vivemos, mas para todas as esferas educacionais. Nunca foi tão fácil aprender, a internet com inúmeros aplicativos e sites abrem novos horizontes para o aprendizado. Porém muitas dúvidas surgem ao uso dessas tecnologias: será que nossas crianças já estão preparadas para aprenderem sozinhas em computadores, tablets e smartphones, será que o professor se tornou obsoleto diante de tanta informação? Não há dúvida que todas essas transformações têm exigido muito de todos, principalmente educadores e pensadores, surgindo uma nova leitura e interpretação de mundo. 
As pessoas que nasceram na era tecnológica e tem isso como algo natural se diferenciam pela maneira em que pensam e processam as informações, a estes o texto os conceitua como nativos digitais.
 Diante disso, os chamados de imigrantes digitais, que nasceram antes da tecnologia digital, tentam se adaptar as supermodernidades e facilidades apresentadas e tem dificuldade para abandonar o papel e certa desconfiança a ser tudo através da internet. 
O autor Prensky (2011, p.1), em sua pesquisa traz concepções do tempo do educando: “...Em média, um aluno graduado atual passou menos de 5.000 horas de sua vida lendo, mas acima de 10.000 horas jogando vídeo games (sem contar as 20.000 horas assistindo à televisão)...”.
Essa revolução entre o tempo em que se passa lendo livros físicos e a nova leitura em diversos meios na internet é visto por alguns educadores com certa euforia e por outros com uma exagerada preocupação.
A inserção das tecnologias na sala de aula é uma realidade e deve ser realizada pelos professores, essa prática é assegurada pelos Planos Curriculares Nacionais bem como, pela nova Base Nacional Comum Curricular que muito vem sendo discutida. Porém, cabe ao professor mediar e assegurar que essas intervenções sejam orientadas e guiadas para que o ensino aprendizagem ocorra.
 “chegou-se a um ponto onde os educadores devem dar um passo atrás e pensarem cuidadosamente como esta avalanche tecnológica se ajusta ao seu esquema educacional, pois existem muitos educadores que pensam que a tecnologia sozinha é uma panaceia para a educação e que, simplesmente aplicando toda esta tecnologia atual estarão resolvidos todos os problemas educacionais.” (FERREIRA, 1998, P.1)

As TIICs não são a salvação para o sistema educacional, mas para um aluno que já está inserido ao mundo digital, pode ser uma boa ferramenta para aproximar o conteúdo teórico à realidade virtual a qual ele já está tão acostumado. Cabe a nós professores, nos apropriarmos deste “novo” conhecimento e fazer uso em nossas salas de aula.

Referência adicional:
FERREIRA, F. As Tecnologias Interativas no Ensino. Química Nova, 780-786. 1998.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Word Cloud - 07/03/2019




A ESCOLA é o palco de encontro dos saberes entre ALUNOS e PROFESSORES, em que se alia o CONHECIMENTO, o ENSINO e a APRENDIZAGEM. É na SALA DE AULA que a magia da DOCÊNCIA acontece.